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Rêmulo diz que não “teme investigações”, e diz que pedirá auxilio da Polícia Federal
31/01/2019 18:30 em Novidades

O delegado Rêmulo Diniz, que foi afastado do cargo de secretário de Polícia Civil, após a publicação de reportagem no Portal UOL que o ligada a facção criminosa Comando Vermelho e ao Tenente do Bope, Josemar Barbosa de Farias, denunciado pelo Ministério Público Federal, reuniu a imprensa no auditório da Secretaria de Polícia Civil para falar sobre o caso.

O delegado revelou que antes da publicação da matéria foi procurado por telefone pelo jornalista Luís Adorno (UOL São Paulo) que pediu explicações sobre a situação, entretanto, como não tinha conhecimento de qualquer investigação ou processo em meu nome realmente afirmei que estava tomando ciência dos fatos por ele.

 

“Após a publicação da matéria intitulada “Investigação aponta ligação entre CV e Secretário da Polícia Civil do Acre” procurei pessoalmente os ilustres Governador e Vice-Governador do Acre, para pedir meu afastamento temporário do cargo com o objetivo de realizar consultas verificando a existência de algum procedimento ou processo penal em que figurasse como investigado ou denunciado no Poder Judiciário, Ministério Público Estadual e Corregedoria da Polícia Civil”, disse o delegado.

Depois de percorrer todas as instituições de persecução e Justiça Criminal, o delegado constatou a “inexistência” de qualquer inquérito policial, procedimento administrativo disciplinar, denúncia ou ação penal em que figurasse como parte. “Na verdade uma autoridade policial protocolou dia 17.12.2018 um pedido de compartilhamento de provas direcionado a Corregedoria de Polícia Civil e Controle Externo da Atividade Policial, contudo, conforme decisão judicial o pedido foi negado e o magistrado ainda suscitou o transtorno trazido pelo pedido por causa na demora na conclusão da investigação principal. Apesar da negativa a autoridade

policial do caso desobedeceu à ordem do Juiz e encaminhou um envelope com os áudios para a Corregedoria de Policia Civil no dia 30.12.2018, porém o documento foi arquivado por ilegalidade da conduta do respectivo delegado de polícia (ausência de decisão judicial deferindo o compartilhamento)”, revela o Diniz sem citar o nome do delegado responsável pela situação.

Diniz disponibilizou durante a coletiva, trecho da decisão do juiz da Operação, Raimundo Nonato, da 3ª Vara Criminal de Rio Branco. “…compartilhamento de provas relacionadas ao conteúdo das chamadas efetuadas entre o representado “Tenente Farias” e o Delegado de Polícia Rêmullo Diniz é de causar estranheza a formulação de pretensão em tal sentido em meio ao já conturbado cenário probatório…” continua na mesma folha, “…Nessa senda, destacamos que tal pedido representou verdadeiro atraso desproporcional na marcha processual, dada a gravidade dos ilícitos que se visa combater com a operação policial (sicário) e os que se visa investigar com o seletivo (grifo) pedido de compartilhamento…” demonstrando que as supostas provas apresentadas no pedido

do dia 17/12/2018 não possuía qualquer relação com os crimes investigados na operação Sicário.

Em relação aos áudios captados em conversa com o Tenente Farias, o delegado ressalta que é importante ponderar que o oficial da Polícia Militar mantinha contato por telefone com diversos membros das instituições que integram o sistema de Segurança Pública e o teor dos diálogos que manteve foram apenas consultivos e de orientação, haja vista a relação profissional que possuíam. “Assim, em nenhum momento realizei ou alterei a confecção de boletim de ocorrência ou deixei de instaurar procedimento policial nas minhas atribuições. Ressalto que em nenhum dos áudios, conversa ou mesmo interrogatório posteriormente feito no processo foi citado, mencionado ou mesmo perguntado pela autoridade que presidia o inquérito, quanto a minha participação em ações relacionadas a organizações criminosas”, disse.

“O abalo emocional e a repercussão moral sofrida por toda minha família, parte dela membros de instituições policiais com conduta ilibada e reconhecidos pelos valorosos serviços prestados, como o que também realizei com dedicação quase que exclusiva nos meus quase 06 (seis) anos como Delegado de Policia no estado do Acre foram destruídas por uma matéria direcionada que no seu próprio título me aponta como membro de uma organização criminosa mesmo sem manter qualquer contato telefônico com integrantes, e, principalmente, sem elemento de prova real, inclusive, hoje a referida autoridade policial do caso concedeu entrevistas a site de noticias afirmando que eu não tenho nenhuma ligação com organização criminosa, restando-se o sentimento de que, propositalmente, vincularam o meu nome a uma organização criminosa, com ampla divulgação na imprensa, no intuito de me tirarem do cargo de Secretário da honrosa instituição Polícia Civil para obterem a possibilidade de ocupar essa importante cadeira na gestão da Segurança Pública do nosso Estado”, disse o delegado que afirmou ainda que um grupo de delegados ao ficarem cientes de sua saída já solicitaram ao novo titular da pasta que refaça as lotações de vários profissionais que atuam na capital e interior.

“Em relação à conduta de servidores, do jornalista e de demais participes na prática de diversos crimes como calúnia, injúria, violação de sigilo funcional, violação de segredo de justiça, todas serão devidamente apuradas com base em inquérito policial já instaurado. Inclusive propus que esse inquérito seja remetido à Polícia Federal, para que não paire qualquer dúvida quanto a interferências ou desvios de investigações, ficando desde já autorizada acesso irrestrito as minhas contas, residência, linha telefônica e demais contas de redes sociais e a todo e qualquer documento a mim vinculado”, disse.

“Coloco-me a disposição da sociedade Acreana para continuar desempenhando meu papel com luta e dignidade tentando gerir a Polícia Civil do Estado do Acre que também teve sua imagem atacada, sempre buscando melhorias e aperfeiçoando os serviços prestados pela instituição”, disse Rêmulo Diniz que enfatizou ainda que após a apuração terá todas as condições para reassumir o cargo de secretário de Polícia Civil.

 

Fonte: Contilnet

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